Na minuta do PDE que está no site do Ministério de Minas e Energia, os investimentos na expansão da geração chegarão a R$ 156,1 bilhões no período de 2022 a 2027 para suprir os ambientes cativo e livre, sem considerar o que já está contratado. O valor mostra que em um cenário de referência o custo marginal da expansão de geração fica em R$ 234/MWh. As UHEs cujos prazos processuais permitam a viabilização em dez anos são vistas como candidatas à expansão e sendo técnica e economicamente benéficas, serão incorporadas ao sistema. Esse retrato é adotado partir de um cenário de referência.

A fonte eólica vai ser o recurso mais competitivo, para o atendimento à demanda de energia mensal, com 10.000 MW de capacidade instalada adicional. O crescimento a levará para a 12% de participação na capacidade instalada do SIN em 2027. Junto com a fonte solar fotovoltaica, com 5.000 MW de oferta indicativa adicional, essas fontes vão manter o perfil sustentável do sistema elétrico brasileiro e contribuir para a perspectiva de custos de operação mais baixos no futuro. Na biomassa, considerando a oferta do bagaço de cana, biogás e de resíduos florestais, a expansão total no horizonte decenal foi de 2.600 MW, representados no subsistema Sudeste/Centro-Oeste. Mecanismos que incentivem o investimento em tecnologias de geração ou aumentem a disponibilidade dos recursos ao longo do ano vão melhorar a sua competitividade. As PCHs e CGHs se mostram bastante competitivas, com um total de 2.050 ME até 2027. Serão o 60% no subsistema Sudeste/Centro-Oeste e 40% no subsistema Sul.

Para saber mais acesse: http://www.abrapch.org.br/noticias/3660/pde-2027-preve-investimentos-de-r-1561-bilhoes-na-expansao-da-geracao

Imagem: cerne.org.br